segunda-feira, 2 de novembro de 2015

POEME-SE

A M.

Era sonho? Não sei!

Mas preciso te contar:
Eram dois desconhecidos
Se conhecendo junto ao mar.

Eram duas margens, eu lembro! 

Começo agora a recordar:
Eram duas solidões
Ao farol clarear.

Eram palavras, eu li!

Não pude deixar de sorrir;
Éramos dois
Que passaram a existir.

Era teu coração; eu senti?

Tive então que perguntar.
Somos dois conhecidos
Sem conhecer do outro o olhar.

M.